sábado, 2 de julho de 2016

1. Estímulos e brincadeiras são cruciais para aprender - e ficar à toa é a pior opção



A Escola de Educação Infantil é o local para as crianças explorarem e serem estimuladas por diferentes materiais, sons, histórias e fantasias, explica à BBC Brasil Shirley Maria de Oliveira, coordenadora pedagógica do Centro de Educação Infantil Suzana Campos Tauil, pré-escola de referência na rede municipal de São Paulo.

Espaços ao ar livre são muito importantes nas creches, mas podem ser compensados por outros estímulos em ambientes internos E o aprendizado se dá sobretudo pela brincadeira. Atividades individuais e coletivas enriquecerão seu repertório de sentidos e experiências.

"São as brincadeiras, ações, interações (...) que levam a criança a ter curiosidade sobre temas, práticas e ideias", diz trecho da Base Nacional Comum Curricular, documento do Ministério da Educação que, quando concluído, orientará o currículo escolar do país.

Isso envolve, por exemplo, coletar folhas e galhos no jardim, brincar de roda e de jogos, transformar objetos comuns em brinquedos, ouvir histórias, desenhar e pintar.

O pior para a criança nessa fase é passar o dia à toa: "A Escola tem de ter um conjunto de atividades que sejam intencionalmente provocadoras de estímulo. Creches onde a criança passa o dia dormindo e assistindo TV são um crime, por mais carinhosas que sejam as educadoras", adverte Daniel Santos, da USP-Ribeirão Preto.

E isso, no entanto, ainda ocorre no Brasil, como herança da época em que creches eram vistas não como período de educação, mas de mera assistência social, "quando era suficiente que a criança estivesse alimentada, limpa e sem doenças", agrega Santos.

"Para muitos pobres (sem acesso à pré-escolas de qualidade), a creche piora o desenvolvimento da criança. É um problema bastante agudo num momento em que fala-se tanto em expandir esse serviço no Brasil."

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