terça-feira, 2 de agosto de 2016

Psicóloga orienta pais sobre comportamento diante de boatos de ataques a escolas


Diante dos boatos de ondas de ataques às escolas, muitos pais têm agido de forma antecipada e desesperada, e em virtude disso as crianças podem se tornar as maiores prejudicadas. O MOSSORÓ HOJE conversou com a psicóloga Niédia Paiva, que afirma o quanto é importante é manter a calma e passar segurança para os filhos.

De acordo com a psicóloga, é necessário total controle dos pais, pois medidas exageradas podem acarretar traumas para toda vida das crianças. “O medo é inevitável. Mas a orientação que tenho dado aos pais, é que não assustem os filhos, o medo pode gerar traumas e eles podem carregar esses traumas para o resto da vida. Os pais precisam sim cuidar dos filhos, mas sempre buscando filtrar o que é verdade e o que é boato, se tudo que for visto e ouvido da mídia for 'jogado' aos filhos, os deixarão mais amedrontados do que deixa os pais, pois eles se sentem - e são, mais vulneráveis", afirma Niédia.

A especialista ainda alerta que se os filhos perceberem pânico nos pais, se sentirão completamente apavorados, pois é nos pais que eles depositam toda credibilidade de segurança e confiança. "Sí de repente vêem que estes, que para eles é porto seguro, também estão apavorados, ficarão desnorteados”, explica.

Para Niédia, a rotina deve continuar a mesma, se houver sustos os responsáveis devem entrar em contato com a direção da escola e checar a veracidade da informação, antes de causar qualquer mudança na agenda do filho. “A rotina deve continuar normal. Por boatos nada deve mudar”, enfatiza.

Questionada sobre o comportamento do filho, se ele pode se sentir abandonado pelo fato de ver outros pais levando os colegas, a psicóloga diz que nesse caso depende do grau de confiança que esses pais já passaram ao filho. Mas se for possível realizar um telefonema, pra saber se está tudo bem, o filho mesmo poderá dizer aos pais que está tudo tranquilo, e caso a criança esteja assustada e queira ir pra casa, os pais devem buscá-la e confortá-la, porque o pânico de outras crianças pode assustar os demais.

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